mais uma caipirinha e beijos de desconhecidos

a noite boemia de uma jovem universitária lisa e preocupada

com a família, o curso, o existencial da sua vida e com lula

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caótico

não fui eu que falei, foi fernando abreu que disse que eu precisava de férias, um porre e um novo amor

é que de vez em quando eu plagio alguns, mas não com o intuito de copiar, apenas a necessidade de ter expressões que exprimam o que sinto e não sinto lá dentro

pode parecer bobagem para quem lê, mas longe da minha casa, da minha mãe e da minha requinta a solicitude é tanta que preciso escrever. acho que descobri o motivo de escrever tão pouco em casa, porque minhas obrigações ficam de escanteio e minha rotina muda para algo familiar e singelo que o ser estressada, pressionada e triste é distante da minha vida

escrever é a minha respiração mais profunda

mainha fica dizendo: cuidado! não saia do seu foco, o principal é o curso e o resto é o resto. oh, mamys, se esse resto não fosse tão interessante

caoticamente a pessoa que mais me conhece sou eu mesma, mas ainda assim não entendo certas vontades que contrariam completamente meus conselhos e razões. e aí vejo o descontrole que tenho de mim

sou quase eu quando estou sozinha e totalmente quando estou sonhando

 

dúvidas da vida sem interrogações

como é que você consegue passar tanto tempo sem falar comigo e eu não consigo passar um dia sem lembrar de você

oi, assis

Relaxa, mainha
As palavras são apenas minha veia criativa
Não representam minha vivência pessoal
Pelo menos é isso que direi no Encontro com Fátima Bernardes quando meu livro se tornar best-seller

por diletantismo rabisco minhas folhas de cálculo com palavras confusas e filtradas de nada

Bukowski me chamou para tomar pinheirense em sua casa com o intuito de criticarmos os escritores modernos, rejeitei pois marquei um chá com Clarice para aprender a não usar vírgula

Ah, Machado!, não me venha com suas asneiras póstumas que estou ocupada me inebriando em Mrs Darcy.

 

calmaria

tentando

ou levando numa boa

minha paixão por mrs. darcy

e por você também

que resplandece na minha poesia.

quero te sacudir aos avessos

e salientar teu namoro

minha língua questiona suas verdades

e sua língua responde colada aos meus lábios

não os da boca

tá tudo mais claro

eu não mereço

e não quero mais chorar por causa disso

estou perdendo uma noite de sono e preciso acordar cedo amanhã

vai acabar atrapalhando meu curso, mais do que já atrapalha

estou me sentindo muito triste

pode ser início da tpm, apesar que na teoria está fora da data

pode ser só a inspiração querendo alimentar ainda mais minhas melancolias para eu escrever melhor

mas eu sei que é o isso que existe entre nós que está me afetando

eu nunca fui de falar quando queria ou não queria ou quando estava chateada ou não estava em relacionamentos, mas também porque não tenho muita experiência

no primeiro éramos tão pirralhos e imaturos que acho que se dissesse alguma coisa não faria efeito, ou faria, não posso responder

no segundo ele me cobrava para ser mais aberta, mas naquele caso se eu fosse aberta demais diria que não era apaixonada

e em outros casinhos não irei mencionar porque não era um namoro realmente ou não durou o tempo que se enquadrasse

mas esse também não é e estou chorando e sofrendo mais do que no término do último que era aparentemente realmente sério.

e agora eu sei lá. fico imaginando se alguém perguntou de mim para você essa noite. o que você respondeu. se ficou surpreso, imagino que pense que apenas eu e você saibamos de “nós”.

eu disse coisas para você agora que nem sei como tive coragem. talvez porque você me enviou uma mensagem falando que me amava enquanto se embebedava com seus amigos. quando a li um sorriso até escapou dos meus lábios, mas depois caiu a ficha da circunstância, você bêbado e falando coisas por impulso e aí fiquei tão triste com essas três palavras, que me doeram mais do que se você tivesse dito que me odiava.

eu não estou conseguindo dormir e já são mais de meia noite e não paro de escrever e chorar e amanhã a aula é as 7 e preciso acordar as 5.

não estou mal só porque você não supre minhas expectativas, mas por ter essas expectativas e por ter te cobrado hoje aquilo que eu queria que fosse.

Na minha visão isso não deve acontecer em qualquer relacionamento. Talvez eu os idealize de uma forma muito utópica, não sei. Mas pelo menos eu esperava respostas com mais complacência ou desculpas mais elaboradas do que as que você tenta emitir para me fingir.

 

nem com mil revisões esse texto irá prestar.

me engasguei para te dar prazer

renunciei meu ser a ceder

fiz a calma e o perdão transparecer

e em troca tenho indiferenças

e promessas não cumpridas

 

aí percebo que quando há um sentimento verdadeiro e singelo

nem falo em amor

refiro-me a um mísero sentimento sem nome

não se faz algo esperando algo

mas ao mesmo tempo não se espera

porque tudo já é

e como no meu caso nunca nem foi

te darei um adeus

amor